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Equipa Clínica MIMUSPublicado a 11 de Setembro de 2026. Actualizado a 24 de Setembro de 2026. Leitura de 8 minutos.
Os dentes do siso, ou terceiros molares, surgem geralmente entre os 17 e os 25 anos, e nem todos precisam de ser extraídos. A decisão depende de critérios clínicos precisos, que o seu médico dentista avalia com uma radiografia panorâmica.
Este artigo explica, de forma clara e sem jargão, o que distingue os casos em que faz sentido extrair daqueles em que a vigilância é a melhor opção, para que chegue à consulta com as perguntas certas.
Em resumo
- Um siso sem sintomas e sem problemas associados pode ficar, com vigilância periódica.
- Infecções repetidas, cárie ou danos no dente vizinho são as razões mais comuns para extrair.
- A extracção faz-se com anestesia local e a recuperação costuma levar cerca de uma semana.
- A decisão começa sempre numa radiografia e num exame clínico, nunca em casa.
O que são os dentes do siso e porque causam problemas
Os sisos são os quatro molares mais posteriores da boca, dois em cima e dois em baixo, e são os últimos dentes permanentes a erupcionar. Na maioria das pessoas, a arcada dentária já não tem espaço suficiente quando eles tentam nascer, e o dente fica total ou parcialmente retido sob a gengiva ou o osso.
Dente incluso
Siso que não conseguiu nascer por completo e ficou retido na gengiva ou no osso. Pode manter-se estável durante anos, sem sintomas.
Pericoronarite
Inflamação ou infecção da gengiva que cobre parcialmente um siso. Quando se repete, é uma das razões mais comuns para extrair.
Nervo alveolar inferior
Nervo que passa junto às raízes dos sisos de baixo. A radiografia mostra a distância entre os dois, o que orienta a cirurgia.
Um dente incluso não é, por si só, um problema. O problema surge quando a posição do siso compromete o dente vizinho, cria uma bolsa de gengiva difícil de limpar ou provoca infecções repetidas.
A decisão de extrair ou manter não se toma em casa: começa numa radiografia panorâmica, que mostra a posição exacta do dente, a relação com o nervo e o estado dos dentes vizinhos.
Manter ou extrair? Os critérios clínicos
A decisão assenta em critérios clínicos objectivos. Estes são os cenários mais comuns:
Normalmente mantém-se
Com vigilância periódica e radiografia de controlo
- Siso totalmente erupcionado, com boa higiene e sem cárie.
- Siso incluso, sem sintomas e sem contacto com a raiz do dente vizinho.
Normalmente indica-se a extracção
Quando há patologia associada ao siso
- Pericoronarite recorrente (dois ou mais episódios por ano).
- Cárie no siso ou no segundo molar, causada pela posição do siso.
- Siso a comprometer a raiz do segundo molar.
- Quisto associado ao dente incluso.
O que diz a evidência científica
NICEAs orientações do NICE, no Reino Unido, desaconselham a extracção preventiva de sisos sem patologia associada.
CochraneUma revisão Cochrane de 2020 concluiu que não há evidência suficiente para recomendar, por rotina, a extracção de sisos inclusos sem sintomas nem doença.
Estes cenários são um ponto de partida, não um diagnóstico. Cada caso exige exame clínico e radiografia actualizada, avaliados por um médico dentista.
Sinais de alerta: quando marcar consulta sem esperar
Procure avaliação com brevidade se notar:
- dor ou pressão persistente na zona de trás da boca, sobretudo ao engolir;
- inchaço ou vermelhidão da gengiva atrás do último molar;
- mau sabor ou mau hálito que surgem de repente, sem causa aparente;
- dificuldade em abrir totalmente a boca;
- febre associada a dor dentária.
Estes sinais podem indicar uma pericoronarite activa, um abcesso ou reabsorção radicular do dente adjacente, situações que beneficiam de tratamento atempado. A MIMUS, em Ermesinde, tem horário alargado, o que facilita a marcação mesmo em semanas de trabalho intensas.
Segunda a sexta, das 8h30 às 20h30Sábado, das 8h30 às 14h00
Como decorre a extracção do dente do siso
A remoção de um siso, tecnicamente designada exodontia, é um acto de cirurgia oral quando o dente está incluso. Na grande maioria dos casos, faz-se em ambulatório e com anestesia local.
Anestesia local
na grande maioria dos casos
20 a 45 minutos
por dente, conforme a complexidade
Ambulatório
regressa a casa no mesmo dia
Consulta de diagnóstico
O médico dentista analisa a radiografia panorâmica: a profundidade do dente, o ângulo de inclinação e a proximidade ao nervo alveolar inferior. Explica o procedimento, responde às suas dúvidas e apresenta um orçamento detalhado antes de qualquer intervenção.
Anestesia local
A zona é anestesiada antes de começar. Só se avança quando está completamente adormecida.
Extracção
Quando necessário, o médico faz uma pequena incisão na gengiva e remove o osso que bloqueia o acesso. Por vezes, o dente é dividido em partes para sair com menos trauma.
Sutura e indicações
A gengiva é fechada com pontos, habitualmente reabsorvíveis. Ao sair, recebe indicações escritas sobre medicação, alimentação e cuidados com a ferida.
Pressão não é dor
Não vai sentir dor durante a cirurgia: pode sentir pressão e vibração, que são sensações distintas de dor. Se sentir algo que o incomode, comunique-o de imediato ao médico.
Nas primeiras horas, proteja o coágulo
O coágulo que se forma no alvéolo protege a ferida e é a base da cicatrização. Tudo o que o possa deslocar deve ser evitado:
Mantenha a gaze
Morda a gaze com firmeza durante o tempo indicado, para controlar o sangramento.
Sem bochechos vigorosos
Bochechar com força nas primeiras horas pode arrastar o coágulo.
Sem palhinha
A sucção cria pressão na ferida. Beba directamente do copo.
Recuperação dia a dia
«Quanto tempo fico parado?» é das perguntas que mais ouvimos. Esta cronologia é indicativa para casos sem complicações. O seu médico dentista dará orientações para o seu caso concreto.
Dias 1 e 2Sangramento ligeiro e início do inchaço. Gaze, repouso, frio no exterior da face, alimentação mole e a medicação prescrita.
Dia 3É habitual o inchaço atingir o máximo, com alguma rigidez ao abrir a boca. Continuar os anti-inflamatórios, alimentação fria ou morna, sem mexer nos pontos.
Dias 4 e 5O inchaço começa a diminuir e pode surgir uma nódoa negra. Escovagem suave com escova macia, longe da ferida.
Dias 6 e 7Melhoria visível e pontos a dissolver. Consulta de revisão, se estiver marcada.
Segunda semanaRegresso praticamente ao normal, incluindo exercício físico moderado, com o acordo do seu médico dentista.
Quando contactar a clínica antes do previsto
Contacte a clínica se tiver febre, dor que aumenta a partir do terceiro dia em vez de diminuir, sangramento que não pára com compressão ou mau cheiro intenso na ferida. Podem ser sinais de alveolite seca, a complicação mais frequente, que responde bem a tratamento local.
Próximo passo
A decisão de tirar ou manter os dentes do siso começa com uma radiografia panorâmica e uma conversa honesta com o seu médico dentista. Não há pressa, mas há um momento certo para avaliar: antes de surgir uma infecção ou uma dor aguda.
Na MIMUS, em Ermesinde, a consulta de diagnóstico inclui avaliação clínica, análise da radiografia panorâmica e orçamento detalhado, sem compromisso.
Manter, vigiar ou extrair? Marque a sua consulta e saia com uma resposta clara, baseada em critérios clínicos.
Segunda a sexta, das 8h30 às 20h30. Sábado, das 8h30 às 14h00.
Perguntas frequentes
Tenho 30 anos e os meus sisos nunca deram problemas. É necessário extraí-los?
Não necessariamente. Se os sisos estão estáveis na radiografia e não há patologia associada, como cárie, quisto ou reabsorção do dente vizinho, a orientação actual baseada em evidências é a não extracção profiláctica. O que se recomenda é vigilância periódica com radiografia.
Dói muito tirar o dente do siso?
Durante o procedimento não há dor, porque a anestesia local bloqueia a sensação dolorosa. Depois de a anestesia passar, existe desconforto e pressão, controlados com os analgésicos e anti-inflamatórios prescritos. A maioria das pessoas descreve o pós-operatório como mais confortável do que esperava.
Posso tirar os quatro sisos de uma vez?
É tecnicamente possível, mas pouco frequente. A decisão depende da complexidade de cada extracção e da preferência do paciente. Extrair dois sisos do mesmo lado numa só sessão é mais comum, pois permite mastigar do lado oposto durante a recuperação.
O Cheque Dentista cobre a extracção dos sisos?
O Cheque Dentista é emitido pelo Serviço Nacional de Saúde e cobre determinados actos clínicos, conforme a faixa etária e o programa específico. A MIMUS está
credenciada para receber Cheque Dentista: confirme na consulta de diagnóstico quais os actos elegíveis para o seu caso concreto.
A quanto tempo de baixa médica tenho direito após a extracção?
A baixa médica é uma decisão clínica individual, emitida pelo médico com base na complexidade do caso e na situação profissional. Para trabalhos de esforço físico, pode ser indicada uma baixa de 3 a 5 dias; para trabalho de escritório, muitas vezes não é necessária.
A extracção do siso pode afectar os outros dentes?
Quando realizada com indicação correcta, a extracção tende a proteger os dentes adjacentes de problemas causados pela pressão ou pela cárie associada ao siso. Sem indicação, remover um terceiro molar saudável não traz benefício e tem riscos desnecessários. Daí a importância de uma avaliação criteriosa.
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Equipa Clínica MIMUS
MIMUS Clínica Dentária, Ermesinde
A equipa da MIMUS reúne médicos dentistas com cédula activa na Ordem dos Médicos Dentistas, com trabalho em cirurgia oral, implantologia, ortodontia, endodontia, periodontologia e odontopediatria.
Conhecer a equipa
Este texto tem apenas fins informativos. Para aconselhamento ou diagnóstico médico, consulte um profissional de saúde.