dentes do siso: extrair ou manter

Dentes do Siso: Extrair ou Manter? O que deve saber antes de decidir

Os dentes do siso, ou terceiros molares, surgem geralmente entre os 17 e os 25 anos, e nem todos precisam de ser extraídos. A decisão depende de critérios clínicos precisos, que o seu médico dentista avalia com uma radiografia panorâmica.

Este artigo explica, de forma clara e sem jargão, o que distingue os casos em que faz sentido extrair daqueles em que a vigilância é a melhor opção, para que chegue à consulta com as perguntas certas.

Em resumo
  • Um siso sem sintomas e sem problemas associados pode ficar, com vigilância periódica.
  • Infecções repetidas, cárie ou danos no dente vizinho são as razões mais comuns para extrair.
  • A extracção faz-se com anestesia local e a recuperação costuma levar cerca de uma semana.
  • A decisão começa sempre numa radiografia e num exame clínico, nunca em casa.

O que são os dentes do siso e porque causam problemas

Os sisos são os quatro molares mais posteriores da boca, dois em cima e dois em baixo, e são os últimos dentes permanentes a erupcionar. Na maioria das pessoas, a arcada dentária já não tem espaço suficiente quando eles tentam nascer, e o dente fica total ou parcialmente retido sob a gengiva ou o osso.

Dente incluso
Siso que não conseguiu nascer por completo e ficou retido na gengiva ou no osso. Pode manter-se estável durante anos, sem sintomas.
Pericoronarite
Inflamação ou infecção da gengiva que cobre parcialmente um siso. Quando se repete, é uma das razões mais comuns para extrair.
Nervo alveolar inferior
Nervo que passa junto às raízes dos sisos de baixo. A radiografia mostra a distância entre os dois, o que orienta a cirurgia.

Um dente incluso não é, por si só, um problema. O problema surge quando a posição do siso compromete o dente vizinho, cria uma bolsa de gengiva difícil de limpar ou provoca infecções repetidas.

A decisão de extrair ou manter não se toma em casa: começa numa radiografia panorâmica, que mostra a posição exacta do dente, a relação com o nervo e o estado dos dentes vizinhos.

Manter ou extrair? Os critérios clínicos

A decisão assenta em critérios clínicos objectivos. Estes são os cenários mais comuns:

Normalmente mantém-se
Com vigilância periódica e radiografia de controlo
  • Siso totalmente erupcionado, com boa higiene e sem cárie.
  • Siso incluso, sem sintomas e sem contacto com a raiz do dente vizinho.
Normalmente indica-se a extracção
Quando há patologia associada ao siso
  • Pericoronarite recorrente (dois ou mais episódios por ano).
  • Cárie no siso ou no segundo molar, causada pela posição do siso.
  • Siso a comprometer a raiz do segundo molar.
  • Quisto associado ao dente incluso.
O que diz a evidência científica
NICEAs orientações do NICE, no Reino Unido, desaconselham a extracção preventiva de sisos sem patologia associada.
CochraneUma revisão Cochrane de 2020 concluiu que não há evidência suficiente para recomendar, por rotina, a extracção de sisos inclusos sem sintomas nem doença.

Estes cenários são um ponto de partida, não um diagnóstico. Cada caso exige exame clínico e radiografia actualizada, avaliados por um médico dentista.

Sinais de alerta: quando marcar consulta sem esperar

Procure avaliação com brevidade se notar:
  • dor ou pressão persistente na zona de trás da boca, sobretudo ao engolir;
  • inchaço ou vermelhidão da gengiva atrás do último molar;
  • mau sabor ou mau hálito que surgem de repente, sem causa aparente;
  • dificuldade em abrir totalmente a boca;
  • febre associada a dor dentária.

Estes sinais podem indicar uma pericoronarite activa, um abcesso ou reabsorção radicular do dente adjacente, situações que beneficiam de tratamento atempado. A MIMUS, em Ermesinde, tem horário alargado, o que facilita a marcação mesmo em semanas de trabalho intensas.

Segunda a sexta, das 8h30 às 20h30Sábado, das 8h30 às 14h00

Como decorre a extracção do dente do siso

A remoção de um siso, tecnicamente designada exodontia, é um acto de cirurgia oral quando o dente está incluso. Na grande maioria dos casos, faz-se em ambulatório e com anestesia local.

Anestesia local
na grande maioria dos casos
20 a 45 minutos
por dente, conforme a complexidade
Ambulatório
regressa a casa no mesmo dia
  1. Consulta de diagnóstico
    O médico dentista analisa a radiografia panorâmica: a profundidade do dente, o ângulo de inclinação e a proximidade ao nervo alveolar inferior. Explica o procedimento, responde às suas dúvidas e apresenta um orçamento detalhado antes de qualquer intervenção.
  2. Anestesia local
    A zona é anestesiada antes de começar. Só se avança quando está completamente adormecida.
  3. Extracção
    Quando necessário, o médico faz uma pequena incisão na gengiva e remove o osso que bloqueia o acesso. Por vezes, o dente é dividido em partes para sair com menos trauma.
  4. Sutura e indicações
    A gengiva é fechada com pontos, habitualmente reabsorvíveis. Ao sair, recebe indicações escritas sobre medicação, alimentação e cuidados com a ferida.
Pressão não é dor
Não vai sentir dor durante a cirurgia: pode sentir pressão e vibração, que são sensações distintas de dor. Se sentir algo que o incomode, comunique-o de imediato ao médico.

Nas primeiras horas, proteja o coágulo

O coágulo que se forma no alvéolo protege a ferida e é a base da cicatrização. Tudo o que o possa deslocar deve ser evitado:

Mantenha a gaze
Morda a gaze com firmeza durante o tempo indicado, para controlar o sangramento.
Sem bochechos vigorosos
Bochechar com força nas primeiras horas pode arrastar o coágulo.
Sem palhinha
A sucção cria pressão na ferida. Beba directamente do copo.

Recuperação dia a dia

«Quanto tempo fico parado?» é das perguntas que mais ouvimos. Esta cronologia é indicativa para casos sem complicações. O seu médico dentista dará orientações para o seu caso concreto.

Dias 1 e 2
Sangramento ligeiro e início do inchaço. Gaze, repouso, frio no exterior da face, alimentação mole e a medicação prescrita.
Dia 3
É habitual o inchaço atingir o máximo, com alguma rigidez ao abrir a boca. Continuar os anti-inflamatórios, alimentação fria ou morna, sem mexer nos pontos.
Dias 4 e 5
O inchaço começa a diminuir e pode surgir uma nódoa negra. Escovagem suave com escova macia, longe da ferida.
Dias 6 e 7
Melhoria visível e pontos a dissolver. Consulta de revisão, se estiver marcada.
Segunda semana
Regresso praticamente ao normal, incluindo exercício físico moderado, com o acordo do seu médico dentista.

Quando contactar a clínica antes do previsto

Contacte a clínica se tiver febre, dor que aumenta a partir do terceiro dia em vez de diminuir, sangramento que não pára com compressão ou mau cheiro intenso na ferida. Podem ser sinais de alveolite seca, a complicação mais frequente, que responde bem a tratamento local.

Próximo passo

A decisão de tirar ou manter os dentes do siso começa com uma radiografia panorâmica e uma conversa honesta com o seu médico dentista. Não há pressa, mas há um momento certo para avaliar: antes de surgir uma infecção ou uma dor aguda.

Na MIMUS, em Ermesinde, a consulta de diagnóstico inclui avaliação clínica, análise da radiografia panorâmica e orçamento detalhado, sem compromisso.

Manter, vigiar ou extrair? Marque a sua consulta e saia com uma resposta clara, baseada em critérios clínicos.
Segunda a sexta, das 8h30 às 20h30. Sábado, das 8h30 às 14h00.

Perguntas frequentes

Tenho 30 anos e os meus sisos nunca deram problemas. É necessário extraí-los?
Não necessariamente. Se os sisos estão estáveis na radiografia e não há patologia associada, como cárie, quisto ou reabsorção do dente vizinho, a orientação actual baseada em evidências é a não extracção profiláctica. O que se recomenda é vigilância periódica com radiografia.
Dói muito tirar o dente do siso?
Durante o procedimento não há dor, porque a anestesia local bloqueia a sensação dolorosa. Depois de a anestesia passar, existe desconforto e pressão, controlados com os analgésicos e anti-inflamatórios prescritos. A maioria das pessoas descreve o pós-operatório como mais confortável do que esperava.
Posso tirar os quatro sisos de uma vez?
É tecnicamente possível, mas pouco frequente. A decisão depende da complexidade de cada extracção e da preferência do paciente. Extrair dois sisos do mesmo lado numa só sessão é mais comum, pois permite mastigar do lado oposto durante a recuperação.
O Cheque Dentista cobre a extracção dos sisos?
O Cheque Dentista é emitido pelo Serviço Nacional de Saúde e cobre determinados actos clínicos, conforme a faixa etária e o programa específico. A MIMUS está credenciada para receber Cheque Dentista: confirme na consulta de diagnóstico quais os actos elegíveis para o seu caso concreto.
A quanto tempo de baixa médica tenho direito após a extracção?
A baixa médica é uma decisão clínica individual, emitida pelo médico com base na complexidade do caso e na situação profissional. Para trabalhos de esforço físico, pode ser indicada uma baixa de 3 a 5 dias; para trabalho de escritório, muitas vezes não é necessária.
A extracção do siso pode afectar os outros dentes?
Quando realizada com indicação correcta, a extracção tende a proteger os dentes adjacentes de problemas causados pela pressão ou pela cárie associada ao siso. Sem indicação, remover um terceiro molar saudável não traz benefício e tem riscos desnecessários. Daí a importância de uma avaliação criteriosa.
Equipa Clínica MIMUS
MIMUS Clínica Dentária, Ermesinde
A equipa da MIMUS reúne médicos dentistas com cédula activa na Ordem dos Médicos Dentistas, com trabalho em cirurgia oral, implantologia, ortodontia, endodontia, periodontologia e odontopediatria. Conhecer a equipa

Perguntas Frequentes

Tire as suas dúvidas sobre os nossos serviços e o funcionamento da MIMUS Clínica Dentária.

Sim. Somos aderentes ao programa Cheque Dentista. Se tiver cheques atribuídos, traga-os na consulta e verificamos como podem ser aproveitados no seu acompanhamento, de acordo com as regras do SNS em vigor.

Sim. Funcionamos de segunda a sexta, das 8h15 às 20h30, e ao sábado, das 8h00 às 14h30, para que os cuidados de saúde oral se encaixem no dia a dia de toda a família.

Sim. A equipa da MIMUS está preparada para receber os mais novos com paciência e num ambiente tranquilo. Temos uma abordagem própria para crianças, pensada para que o dentista seja uma experiência positiva — e não um motivo de ansiedade — desde a primeira visita.

Pode marcar por telefone através do 934 769 139 ou através da nossa página de contactos. A primeira consulta é de diagnóstico — serve para conhecer o estado da sua saúde oral e perceber o que precisa, sem compromisso com qualquer tratamento.

Sim, dispomos de estacionamento de proximidade. A MIMUS está localizada na Rua José Joaquim Ribeiro Teles, n.º 290, em Ermesinde, com fácil acesso para quem vem de Valongo, Alfena, Maia e áreas envolventes.

A MIMUS oferece uma resposta multidisciplinar completa: ortodontia, implantologia, endodontia, periodontologia, cirurgia oral, estética dentária e facial, odontopediatria e serviços complementares de bem-estar como Psicologia, Podologia e Massagem Terapêutica.

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